7 de outubro de 2009

O7 De Outubro - Nossa Senhora do Rosário



Cento e cinquenta rosas,
Nações, vinde colher;
Coroas luminosas
À Virgem Mãe tecer.


(
Liturgia das Horas)



Nossa Senhora do Rosário (ou Nossa Senhora do Santo Rosário ou Nossa Senhora do Santíssimo Rosário) é o título recebido pela aparição mariana a São Domingos de Gusmão em 1208 na igreja de Prouille, em que Maria dá o rosário a ele. Em agradecimento pela vitória da Batalha de Muret, Dimon de Montfort construiu o primeiro santuário dedicado a Nossa Senhora da Vitória. Em 1572 o Papa Pio V instituiu "Nossa Senhora da Vitória" como uma festa litúrgica para comemorar a vitória da Batalha de Lepanto. A vitória foi atribuída a Nossa Senhora por ter sido feita uma procissão do rosário naquele dia na Praã de São Pedro, em Roma, para o sucesso da missão da Liga Santa contra os turcos otomanos no oeste da Europa. Em 1573, o Papa Gregório XIII mudou o título da comemoração para "Festa do Santo Rosário" e esta festa foi estendida pelo. Após as reformas do Concílio Vaticano II a festa foi renomeada para Nossa Senhora do Rosário.


O ROSARIO FRANCISCANO


A Coroa das Sete Alegrias de Nossa Senhora, chamada também de Coroa Seráfica ou Rosário Franciscano, compõe-se de sete mistérios, com um Pai-Nosso, dez Ave-Marias e um Glória ao Pai, em honra das sete alegrias de Nossa Senhora, consubstanciadas nos seguintes principais mistérios:

1. Encarnação do Verbo divino

2. Visitação da Mãe de Deus à sua prima santa Isabel

3. Nascimento de Jesus

4. Adoração prestada ao Divino Infante pelos três reis magos

5. Encontro de Jesus no Templo

6. Jubilosa Ressurreição do Salvador

7. Coroação da Virgem Imaculada no céu

Histórico: Em 1442, na época de São Bernardino de Sena, divulgou-se a notícia de Nossa Senhora ter aparecido a um noviço franciscano, que desde criança tinha o costume de oferecer à Virgem Maria uma coroa de rosas. Mas quando entrou na Ordem dos Frades Menores, sentia-se muito triste por não lhe ser permitido continuara a oferecer à Virgem os ramos de flores. Chegou mesmo a pensar em desistir da Ordem seráfica. Apareceu-lhe então, a Virgem a consolá-lo e indicar-lhe outra oferta diária que seria para ela ainda mais agradável. Sugeriu-lhe que, todos os dias, rezasse sete dezenas de ave-marias intercaladas com a meditação de sete misteriosos acontecimentos da sua vida que a tinham enchido de alegria. Assim terá nascido a coroa franciscana, o rosário das sete alegrias. São Bernardino foi um dos primeiros a praticar e divulgar esta piedosa devoção.


(
Liturgia das Horas)

5 de outubro de 2009

Dia 05/outubro
São Benedito, Religioso

Benedito, cognominado o mouro – ou “o Negro”, como é conhecido no Brasil – nasceu em Sicília, vendeu seus bens e fez-se eremita franciscano nas vizinhanças de Palermo. Mais tarde, atendendo a um decreto de Pio IV, obrigando a todos os que seguissem a Regra de São Francisco a viverem em conventos de sua Ordem, Benedito obedeceu. No convento, dedicou-se a trabalhos humildes. Chegou a exercer o ofício de Superior, mesmo não sendo sacerdote e, mais tarde, vemo-lo novamente trabalhando na cozinha. Morreu no ano de 1589. Seu culto cedo se espalhou pela Itália, Espanha, Portugal, Brasil e México. Pio VIII inscreveu-o solenemente no rol dos santos.

ORAÇÃO - Ó Deus, que em São Benedito, o Negro, manifestais as vossas maravilhas, chamando à vossa Igreja homens de todos os povos, raças e nações, concedei, por sua intercessão, que todos, feitos vossos filhos e filhas pelo batismo, convivam como verdadeiros irmãos e irmãs. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

4 de outubro de 2009

Sobre o passamento do Santo Pai -Como exortou e abençoou os irmãos no fim

No fim do homem - diz o Sábio - suas obras serão desnudadas (cfr. Eclo 11,29).
Neste santo vemos que isso se realizou por completo, e gloriosamente. Ele percorreu com alegria da mente o caminho dos mandamentos de Deus, chegou ao alto passando pelos degraus de todas as virtudes e viu o fim de toda consumação como uma obra amoldável, aperfeiçoada pelo martelo das múltiplas tribulações.
Quando partiu livre para os céus, pisando as glórias desta vida mortal, resplandeceram mais as suas obras admiráveis, e ficou provado pelo juizo da verdade que tudo que tinha vivido era divino.
Achou que viver para o mundo era um opróbrio, amou os seus até o fim e recebeu a morte cantando.
Sentindo já próximo seus últimos dias, em que a luz perpétua substituiria a luz que se acaba, demonstrou pelo exemplo de sua virtude que não tinha nada em comum com o mundo.
Prostrado pela doença grave que encerrou todos os seus sofrimentos, fez com que o colocassem nu sobre a terra nua, para que, naquela hora extrema em que ainda podia enraivecer o inimigo, estivesse preparado para lutar nu contra o adversário nu.
Na verdade esperava intrepidamente o triunfo e já apertava em suas mãos a coroa da justiça.
Assim, posto no chão, sem a sua roupa de saco, voltou o rosto para o céu como costumava e, todo concentrado naquela glória, cobriu a chaga do lado direito com a mão esquerda, para que não a vissem.
E disse aos frades: “Eu fiz a minha parte; que Cristo vos ensine a cumprir a vossa!”
Vendo isso, os filhos sucumbiram à dor imensa da compaixão, soltando rios de lágrimas e dando longos suspiros.
O seu guardião, contendo os soluços e adivinhando por inspiração divina o que o santo queria, levantou-se, foi correndo buscar uma calça, o hábito de saco e o capuz, e disse ao pai:
“Fica sabendo que te empresto, em virtude da obediência, este hábito, as calças e o capuz!
Mas para saberes que não tens nenhum direito de propriedade, tiro-te o poder de dá-los a quem quer que seja”.
O santo se alegrou e se rejubilou de alegria do coração, vendo que tinha mantido a fidelidade para com a Senhora Pobreza até o fim.
Fizera tudo isso por zelo da pobreza, a ponto de não querer ter no fim nem o hábito próprio mas como emprestado por outro.
Usara na cabeça o capuz de saco para esconder as cicatrizes da doença dos olhos, quando teria necessidade de um gorro de lã cara, que fosse bem macio.


Depois disso, o santo levantou as mãos para o céu e louvou a Cristo porque, livre de tudo, já estava indo ao seu encontro.
Mas, para demonstrar que era um verdadeiro imitador do Cristo, seu Deus, em todas as coisas, amou até o fim os frades e filhos, a quem amara desde o começo.
Pois fez chamar todos os irmãos presentes e, aclamando-os com palavras de consolação, por sua morte, exortou-os com afeto de pai ao amor de Deus.
Falou também sobre a observância da paciência e da pobreza, dizendo que o santo Evangelho era mais importante do que todas as instituições.
Estando todos os frades sentados ao seu redor, estendeu sobre eles a sua destra e, começando por seu vigário, a impôs sobre a cabeça de cada um.

E disse: “Filhos todos, adeus no temor do Senhor! Permanecei sempre nele!
E como a tentação e a tribulação estão para chegar, felizes os que perseverarem no que começaram.
Eu vou para Deus, a cuja graça recomendo-vos todos”.
Nos que estavam presentes, abençoou a todos os frades que estavam por todo o mundo e os que haveriam de vir depois deles, até o fim dos séculos dos séculos.
Que ninguém usurpe para si mesmo essa bênção que, nos presentes, deu aos ausentes. Assim como se acha escrita em outro lugar parece ter algo de especial, mas isso é um desvirtuamento.

Fonte :Tomás de Celano ;Segunda vida (2CEL)

São Francisco de Assis

São Francisco e a Verdadeira Alegria


“Vou referir um dito de São Francisco que encontra, como se sabe, um similar dentro do budismo. É a questão da perfeita alegria. Frei Leão perguntou: “O que é a verdadeira alegria?” Frei Leão era aquele amigo com quem Francisco sempre estava, com quem ia pelos caminhos e a quem ele chamava de “a ovelhinha de Deus”. Então ele diz: “Será que a verdadeira alegria consiste em ser missionário, converter todos os infiéis e sarracenos e fazê-los cristãos?” São Francisco diz: “Esta não é a verdadeira alegria”. Frei Leão: “Será a verdadeira alegria ser um profeta da palavra ardente, que convence todos da verdade de Deus? Não será isso a verdadeira alegria?” São Francisco diz: “Não, esta não é a verdadeira alegria”. Retruca Frei Leão: “Será então que a verdadeira alegria não é ser um taumaturgo que faz milagres, que transforma pedras em pão, que sacia a fome de todos os pobres do mundo inteiro, não será esta a verdadeira alegria?” São Francisco responde: “De longe, esta não é a verdadeira alegria”. Frei Leão: “ Será que a verdadeira alegria não é você se encher de tanto amor pelos pobres e sofredores que você entrega até o seu corpo à chama, à perseguição e ao martírio?” São Francisco diz: “Não é a verdadeira alegria. Meu irmãozinho Frei Leão, se você chegar comigo em nosso conventinho, em nossa comunidade, saindo de uma tempestade de neve, e ao chegar na portaria tocarmos a campainha e o porteiro, nosso irmão, com quem vivemos há muitos anos, nos disser: “ Eu não conheço vocês! Ladrões, bandidos, exploradores de pobres, fora daqui!” E não só nos expulsa da portaria, mas nos derruba ao chão, nos joga e nos arrasta na neve aos sopetões e coices...E ainda se ele pegar o bastão e nos bater de nó em nó, dando-nos golpeadas. Se todas essas coisas suportarmos (porque é verdade que somos ladrões, bandidos) com paciência e alegria, é aí que está a verdadeira alegria”. E São Francisco diz mais: “Acima de todas as graças e de todos os dons do Espírito Santo, os quais o Cristo concede aos amigos, está o vencer-se a si mesmo e, voluntariamente, pelo amor, suportar trabalhos, injúrias, opróbrios, desprezo. Porque de todos os outros dons de Deus não podemos gloriar por não serem nossos. Mas na cruz da tribulação, de cada aflição, nós podemos nos gloriar, porque só isso é nosso”. A negatividade, se nós a acolhemos, então estamos na verdadeira alegria.
Alegria, biblicamente, é o Espírito Santo que irradia, que se manifesta e que está presente na nossa vida e na nossa história. Essa alegria representa um desafio fantástico para qualquer antropologia. É tolerarmos que falem mal de nós, que nos persigam e agridam, renunciando a qualquer autodefesa. É poder conviver com essa negatividade e ser mais forte que ela. É crer na força interior da luz. Um pouco de luz que eu acenda de noite, brilha por ela mesma, faz o seu caminho e encontra sempre um olho atento para captá-la, um ouvido para compreendê-la.
Às vezes quem está batendo em Francisco não é um assaltante, um pivete de rua. É um confrade que o conhece e que golpeia e o abandona no frio. Ele diz: “ Eu acolho isso. Sou mais forte que essa contradição”. Ele não pede a Deus para livrá-lo das ondas perigosas. Mas pede: “Dá-me forças para ser mais forte que as ondas”. Não pede para ficar na praia, tranqüilo, numa sesta espiritual. Diz: “Leva-me ao mar alto, perigoso, porque sou mais forte que as ondas, porque tenho Deus que me conduz”.
A fé tem como oposição não o ateísmo e a negação de Deus. A oposição da fé é o medo. Quem tem fé não tem medo. Os medievais distinguiam a fé útil da fé preciosa. Fé útil é quando eu peço a Deus que me abençoe, me proteja, me dê saúde, inteligência. É uma fé útil para mim. Eu peço a Deus e ele tem que vir me ajudar. A fé útil não é uma fé plena, uma fé de verdade. A fé bíblica, a fé de Jesus, a fé dos pais da fé – Abraão, Isaac, Jacó – é outra. Esses testemunham a fé preciosa. A fé preciosa é quando você nada pede a Deus. É a fé-gratuidade. Entrega-se a Deus, porque descobre quem Deus é – O Pai e a Mãe de bondade. Esta fé tem como efeito a serenidade, a absoluta segurança, porque você se confiou, entregou não só a sua mente, mas seu coração, seu corpo, sua vida. É a fé preciosa. Tem como efeito a superação de todos os medos e, por acréscimo, advém a alegria, a jovialidade, a leveza na vida.
É de São Francisco esta frase: “O santo triste é um triste santo”. E ele dizia: “Quer ficar triste? Vá para o seu quarto. Chore lá dentro. Mas enquanto eu estiver aqui tem que ficar alegre”. Por quê? Porque Deus nos ama, nos perdoa por piores que sejamos. Depois que o Senhor ressuscitou não há motivo nenhum para ficarmos tristes. Porque triunfou a síntese, a vida, a totalidade possível ao ser humano.
Francisco viveu essa radicalidade da dimensão da fé preciosa. Não a fé como ato mas como atitude, como totalidade da entrega. Estamos integrados. Viramos pai e mãe de nós mesmos. Chegamos à madureza da fé. À maturidade humana e espiritual. Estamos na casa de Deus, Pai e Mãe. E estamos na alegria de quem está em casa.
Imitando São Francisco, que até na hora de sua morte cantava com alegria, proponho que cantemos a Oração de São Francisco e que, em seguida, recebamos a sua bênção:


“Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.

Onde houver ódio, que eu leve o amor;

Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;

Onde houver discórdia, que eu leve a união;

Onde houver dúvida, que eu leve a fé;

Onde houver erro, que eu leve a verdade;

Onde houver desespero, que eu leve a esperança;

Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;

Onde houver trevas, que eu leve a luz.

Ó Mestre, Fazei que eu procure mais

Consolar, que ser consolado;

compreender, que ser compreendido;

amar, que ser amado.

Pois, é dando que se recebe,

é perdoando que se é perdoado,

e é morrendo que se vive para a vida eterna”.


Bênção de São Francisco


O senhor te abençoe e te proteja.

Mostre-te a tua face e se compadeça de ti.

Volva a ti o seu rosto e te dê a paz.

O Senhor te abençoe,Pai, Filho e Espírito Santo.Amém.


(BOFF, Leonardo. Terapeutas do Deserto. Petrópolis, Vozes, 1997. P.138-141)

FELIZ FESTA DE SÃO FRANCISCO PARA TODOS!

2 de outubro de 2009

Outubro, mês das missões

“Não se abre uma rosa apertando-se o botão”, escreveu alguém. É um pensamento muito próprio para uma reflexão sobre a vocação missionária do cristão para o mês que se avizinha: o mês de outubro, dedicado às missões. Jesus disse ao enviar os apóstolos para anunciar o ano da graça: “Eis que vos enviou como carneiros em meio a lobos vorazes” (Cf. Mt. 10,16). E, quando, mal recebidos em uma cidade, João e Tiago pretendiam mandar o fogo dos céus sobre aquele povo, mas Jesus os repreendeu “Não sabeis de que espírito sois. (Cf. Lc. 9,55).

A primeira atitude do missionário deve ser a mansidão. O anúncio da Boa Nova é um anúncio de paz. O texto do profeta Isaias lido por Jesus na sinagoga de Nazaré (Cf. Lc. 4,16-22)) e a si próprio aplicado, diz: “
O Espírito do Senhor está sobre mim, eis porque me ungiu e mandou-me evangelizar os pobres, sarar os de coração contrito, anunciar o ano da graça
”(Cf. Is. 61, 1-4)

E, logo a seguir, no Sermão da Montanha, revirando todos os princípios e conceitos que o pecado instilara nos corações dos homens, da sociedade e da cultura, declara bem aventurados os mansos, os misericordiosos e os que promovem a paz(Cf. Mt. 5)

A violência e a agressividade afastam os corações. Não é a toa que Santa Terezinha foi declarada padroeira das missões, ela que jamais transpôs as grades de seu convento e, partindo deste mundo aos vinte quatro anos, podia prometer que dos céus enviaria uma chuva de rosas sobre a terra. São Francisco de Sales, igualmente ensinava que se apanham mais moscas com uma gota de mel do que com um barril de vinagre.

Quanta paciência e compreensão mostraram os santos missionários de todos os tempos na inculturação da fé em corações duros e arraigados numa cultura pagã totalmente diversa dos caminhos cristãos. Davam tempo ao tempo, como o semeador aguarda com paciência o tempo da colheita.

Ainda no Evangelho lido na liturgia de dias atrás, diante da crítica dos fariseus, Jesus amorosamente acolhe a pecadora pública e lhe perdoa os pecados, e não reprime com exasperação o pecado dos “puros de todos os tempos”, mas os leva à conversão chamando-os ao amor.(Cf. Lc. 7, 36-50) Assim também em outro episódio, uma ceia junto a publicanos e pecadores, o Mestre disse aos que o criticavam: “
Não são os que tem saúde que precisam de médico, mas os doentes. Ide aprendei o que significa: prefiro a misericórdia ao sacrifício
” (Cf. Mt.9, 10-14).

O plano salvífico de Deus não é imposto. Como na criação Deus respeitou a vontade do homem que optou pelo pecado, assim também o respeita na opção que ele faz diante da oferta da salvação. “
Deus que te criou sem ti, não te salvará sem ti”
, diz Santo Agostinho.

O cristão que tem, pelo batismo, a vocação missionária, a missão de anunciar a Boa Nova, tem de ter, ele próprio, um coração semelhante ao de Cristo, manso e humilde, como pedimos na jaculatória, “
fazei nosso coração semelhante ao vosso
”.

Paulo VI, na
Evangelii nuntiandi exorta: “A obra da evangelização pressupõe um amor fraterno, sempre crescente, para com aqueles a quem ele (o missionário) evangeliza
.” (nº 79) e cita São Paulo aos Tessalonicenses (2Tes. 8) como programa.

Refere-se ainda, exemplificativamente, a outros sinais de afeição que o missionário tem de ter em relação ao evangelizando: o respeito pela situação religiosa e espiritual das pessoas a quem se evangeliza; a preocupação de se não ferir o outro sobretudo se ele é débil em sua fé e um esforço para não transmitir dúvidas ou incertezas nascidas de uma erudição não assimiladas.

O missionário, ao levar a Boa Nova a um mundo angustiado e sem esperança ou cuja esperança se esgota com o último suspiro, não pode se apresentar triste e descorçoado, impaciente ou ansioso, mas deve manifestar uma vida irradiante de fervor e da alegria de Cristo.

Nesse espírito o missionário, sem tergiversar sobre sua fé e sobre a mensagem, abra sua voz para “
propor aos homens a verdade evangélica e a salvação em Cristo,com absoluta clareza e com todo o respeito pela opções livres que a consciência dos ouvintes fará” (E.N 80). Lembre-se “não se abre uma rosa apertando-se o botão”.

DOM EURICO DOS SANTOS VELOSO -ARCEBISPO EMÉRITO DE JUIZ DE FORA