2 de outubro de 2014
02/10 - Bem-aventurados Miguel e Lourenço Yamada
Mártires japoneses da Terceira Ordem. Beatificados por Pio IX no dia 7 de julho de 1867.
No início do século XVII uma grande perseguição a todos os missionários se deu no Japão. Foram mais de duas décadas de crueldade e mortes. Cerca de quinhentos mártires deram suas vidas nesse período, dos quais 205 foram beatificados e canonizados por Pio IX, sendo que quarenta e cinco eram franciscanos.
A este número pertencem esses dois franciscanos catequistas que eram pai e filho e que possuiam um barco, no qual conduziam os missionários para as regiões de difícil acesso no Japão. Por causa da proximidade com os missionários foram presos e torturados, permanecendo firmes na fé.
O primeiro a morrer foi o filho Lourenço. Decapitado na frente do pai que, por sua vez, foi condenado a morrer em fogo lento e, por fim, decapitado também.
Essas foram as palavras do pai no momento do martírio de Lourenço: “Lourenço, meu filho, tem coragem! Sê forte! A tua mãe e os teus irmãos já estão no céu, e com Jesus, Maria e todos os santos, esperam por ti no Paraíso. Olha para o céu, que em breve será a nossa pátria. Depois da dor teremos uma alegria sem fim. Tu vais à minha frente, mas eu não tardarei a seguir-te; e assim toda a nossa família será transferida para a pátria onde seremos felizes para sempre!”
02/09 - Bem-aventurado Severino Girault
Sacerdote, mártir da Terceira Ordem Regular (1728-1792). Foi beatificado por Pio XI no dia 27 de outubro de 1926.
Entre os muitos mártires da Revolução Francesa, recorda-se em especial alguns que foram brilhantes na fé e no sacerdócio católico, filhos da Ordem Franciscana, martirizados em 2 de setembro de 1792, entre eles Severino Girault, da Terceira Ordem Regular.
Nascido em Rouen em 14 de janeiro de 1728, no batismo foi chamado de Jorge, mas ao entrar no convento da Terceira Ordem Regular de São Francisco da mesma cidade, mudou para Frei Severino. Em 1750 fez a profissão religiosa e, quando se mudou para Saint-Lo, recebeu as ordens sacras em Paris ao ser ordenado presbítero em 1754. Em 1773, ele foi chamado a Paris para ocupar o cargo de secretário-geral. Anteriormente, ele havia sido Visitador da Província da Normandia.
Em Paris, ele viveu no mosteiro de Notre Dame de Nazaré, onde ele era um bibliotecário. Com a eclosão da Revolução Francesa foi o confessor das Irmãs Franciscanas de Santa Isabel, sob a direção da Ordem Terceira e, ao mesmo tempo, primeiro assistente do Vigário Geral. Em 1790, os religiosos foram convidados a declarar se queriam continuar a viver na casa e sob a Regra da Ordem e todos decidiram ficar. Com a mesma firmeza se comportaram as freiras confiadas aos seus cuidados. O convento de Santa Isabel continuou funcionando até 20 de agosto de 1792, enquanto que o de Notre-Dame de Nazaré foi evacuado em abril do mesmo ano, e seus religiosos foram anexados ao da rua Picpus.
Ninguém sabe onde Frei Severino foi preso. Em todo caso, estava no convento dos Carmelitas antes de 2 de setembro e foi o primeiro a ser morto no massacre. Bardez, testemunha ocular, refere-se ao seu final: “A primeira vítima foi o abençoado Severino Girault, diretor das Irmãs de Santa Isabel, que recitou o ofício divino junto à fonte. Eu vi o sabre ferindo a cabeça dele e quando ela caiu. Dois armados revolucionários armados com uma lança a transpassaram”.
Severino Girault, que na época do martírio tinha 64 anos, era conhecido por seu zelo sacerdotal e sua caridade para com os perseguidos, e pela coragem heroica com que sofreu o martírio, dando um maravilhoso testemunho da sua fé.
Fonte: “Santos Franciscanos para cada dia”, Ed. Porziuncola.
Entre os muitos mártires da Revolução Francesa, recorda-se em especial alguns que foram brilhantes na fé e no sacerdócio católico, filhos da Ordem Franciscana, martirizados em 2 de setembro de 1792, entre eles Severino Girault, da Terceira Ordem Regular.
Nascido em Rouen em 14 de janeiro de 1728, no batismo foi chamado de Jorge, mas ao entrar no convento da Terceira Ordem Regular de São Francisco da mesma cidade, mudou para Frei Severino. Em 1750 fez a profissão religiosa e, quando se mudou para Saint-Lo, recebeu as ordens sacras em Paris ao ser ordenado presbítero em 1754. Em 1773, ele foi chamado a Paris para ocupar o cargo de secretário-geral. Anteriormente, ele havia sido Visitador da Província da Normandia.
Em Paris, ele viveu no mosteiro de Notre Dame de Nazaré, onde ele era um bibliotecário. Com a eclosão da Revolução Francesa foi o confessor das Irmãs Franciscanas de Santa Isabel, sob a direção da Ordem Terceira e, ao mesmo tempo, primeiro assistente do Vigário Geral. Em 1790, os religiosos foram convidados a declarar se queriam continuar a viver na casa e sob a Regra da Ordem e todos decidiram ficar. Com a mesma firmeza se comportaram as freiras confiadas aos seus cuidados. O convento de Santa Isabel continuou funcionando até 20 de agosto de 1792, enquanto que o de Notre-Dame de Nazaré foi evacuado em abril do mesmo ano, e seus religiosos foram anexados ao da rua Picpus.
Ninguém sabe onde Frei Severino foi preso. Em todo caso, estava no convento dos Carmelitas antes de 2 de setembro e foi o primeiro a ser morto no massacre. Bardez, testemunha ocular, refere-se ao seu final: “A primeira vítima foi o abençoado Severino Girault, diretor das Irmãs de Santa Isabel, que recitou o ofício divino junto à fonte. Eu vi o sabre ferindo a cabeça dele e quando ela caiu. Dois armados revolucionários armados com uma lança a transpassaram”.
Severino Girault, que na época do martírio tinha 64 anos, era conhecido por seu zelo sacerdotal e sua caridade para com os perseguidos, e pela coragem heroica com que sofreu o martírio, dando um maravilhoso testemunho da sua fé.
Fonte: “Santos Franciscanos para cada dia”, Ed. Porziuncola.
1 de outubro de 2014
O fascínio de São Francisco de Assis- A docilidade ao Espírito requer ousadia
Frei Sinivaldo S. Tavares, OFM
Vivemos numa situação de crise e, entre surpresos e perplexos, constatamos um processo de profundas transformações. Muitas são as indagações que brotam da experiência dos homens e das mulheres do nosso tempo. Inúmeras, as sementes de vida e de esperança entranhadas no nosso cotidiano que, ansiosamente, atendem o momento propício da germinação. Estamos convencidos de que o projeto evangélico de Francisco de Assis goza de uma atualidade surpreendente. Ele tem despertado em todas as culturas e épocas fascínio e acolhida. Seremos capazes, também nós, de encarnar o projeto evangélico de Francisco? Estamos dispostos a oferecer-lhe aquela concreção singular capaz de contagiar alma e corpo, vida e palavra, atitudes pessoais e relacionais?
1. A “ortopráxis” como verificação da “ortodoxia” do nosso carisma
O Vaticano II convocou-nos à recuperação do nosso carisma inspiracional. Desde então, temos nos empenhado em redescobrir nossa. identidade franciscana, mediante o estudo das Fontes, e em repropô-la nas nossas legislações e documentos recentes. Nossa maior dificuldade, todavia, tem sido encarnar de maneira significativa aqueles valores nos quais cremos e esperamos e que publicamente professamos. Precisamos estabelecer com a nossa mais genuína tradição uma relação de “fidelidade criativa”. Não basta se debruçar sobre os textos franciscanos. Eles surgiram como fruto da experiência concreta de Francisco e de seus primeiros companheiros. Testemunham o esforço deles em encarnar o evangelho em meio à realidade desafiante dos inícios do século XIII.
Celano escreve que Francisco “fez do seu corpo uma língua” (1Cel 97). Pois compreender é bem mais do que simplesmente explicar. Não que a explicação se oponha à reta compreensão. No entanto, muitas das nossas explicações, ao invés de conduzir-nos à aplicação, nos detêm num prazeroso “incesto intelectual”, responsável por situações de perniciosa estagnação. Importa recuperar o princípio evangélico de que é pelo fruto que se conhece a árvore. Não se trata, portanto, de condicionar o ser ao fazer quanto de perceber que o ser se revela e se verifica no fazer.
2. O desafio perene de requalificar nossa vida
Não estamos imunes à onda do pragmatismo e do eficientismo. Preocupamo-nos demasiadamente com a visibilidade e, não raras vezes, assumimos atitudes triunfalistas e prepotentes. Francisco recorda que somos chamados a ser irmãos e menores e que nisto consiste propriamente nossa missão evangelizadora. Importa recuperar a gratuidade fundamental da nossa existência, expressão do dom livre e desinteressado de Deus.
Discernir em cada situação a presença discreta de Deus que nos desafia e interpela.
Ver as diferenças não como ameaça à unidade, nem como sintoma de uma comunhão perdida. Acolhê-las, ao contrário, como expressão da multiforme e fecunda graça de Deus. Não apenas suportá-las, numa atitude de indiferença, por vezes, reveladora de uma tácita cumplicidade. Mas assumi-las como ocasião propícia para se deixar surpreender pelo Deus de Jesus. Isso só é possível para aqueles que, sabiamente, aprenderam a suspeitar de si mesmos e dos próprios projetos. E perceberam que a diferença do outro, muitas vezes, pode se tomar oportunidade privilegiada de enriquecimento e de amadurecimento.
Para tanto, é necessário que nos proponhamos a reconstruir nossa identidade interior. Resgatar o mistério da própria vocação mediante a escuta silenciosa da Palavra de Deus e a participação assídua à Eucaristia. Redescobrir, através da leitura atenta e da meditação da Palavra de Deus, que Ele irrompe na nossa vida cotidiana de formas e modos cada vez novos e que nos interpela a realizar sua vontade.
Celebrar a Eucaristia como memória do Mistério pascal de Cristo que se recria na vida de cada um de nós e das nossas fraternidades. Somente em tal caso a Eucaristia será experimentada como aquele alimento que nos revigora no esforço em “fazer o que sabemos que Ele quer e de querer sempre o que lhe agrada” (Carta a toda a Ordem, 50). Somente enquanto alicerçados sobre uma formação espiritual sólida, seremos capazes de reconciliar as diversidades presentes em nossas fraternidades e províncias.
Somos chamados, hoje mais do que nunca, a recuperar os votos na sua força libertadora. Não são, em primeiro lugar, sinais de uma carência que deve ser abraçada numa atitude de ascetismo heróico. São, na verdade, expressão de um amor maduro, desinteressado, capaz de suportar todo e qualquer sacrifício. Não devemos, portanto, nos comportar como pessoas castradas na sua humanidade. Os votos, quando vividos na sua radicalidade, deixam transparecer aquela humanidade mais genuína que, como germe, está escondida no âmago de cada um. Eles testemunham uma sadia experiência de êxodo: nos libertam da idolatria do poder, do ter e do prazer e nos propiciam o encontro com o outro na sua irredutível diferença.
3. A urgência e a imprescindibilidade de se recuperar a ousadia
Olhando para a realidade das nossas províncias, surge quase que espontaneamente a pergunta: “Será mesmo necessário agir sozinho para poder ser criativo?” O que fazer para não nos deixarmos sucumbir frente à tentação sedutora da estagnação ou da estéril repetição do passado? Somos suficientemente contemplativos a ponto de discernir em cada acontecimento uma senda que conduz a Deus e de acolher com generosidade os inúmeros apelos que Ele nos lança em meio a tantas situações que constituem o nosso cotidiano mais ordinário? O que fizemos daquela ousadia com a qual abraçamos a vida franciscana? Por que nossas fraternidades se deixam contaminar pelo vírus do uniformismo massificante e asfixiante?
Entre tantos desafios que nos são colocados, talvez o maior de todos seja justamente o de restituir credibilidade ao nosso projeto de vida. E isto requer ousadia. Não podemos nos omitir nem mesmo postergar esta incumbência às gerações futuras. É fundamental que assumamos uma atitude de diálogo com nossos reais interlocutores. Que estejamos dispostos a ouvi-los com respeito e caridade, conscientes de que temos tanto a aprender deles. Que saibamos discernir, a exemplo dos nossos pais na fé, “as sementes do Verbo”, a secreta presença de Deus no mundo moderno e nas demais religiões e culturas. Que estejamos abertos a promover, juntamente com todos os seres humanos de boa vontade, relações mais justas e fraternas, no respeito pela liberdade e dignidade de cada pessoa.
Esta atitude dialógica assume feições muito concretas no trato com os jovens que pedem para serem admitidos à nossa experiência de vida. Não há dúvida de que cabe a nós propor-lhes a riqueza da nossa tradição cristã e franciscana. É preciso, todavia, respeitar e valorizar a “recepção criativa” testemunhada por eles ao encarnar o carisma franciscano nas concretas situações em que vivem e segundo desafios e indagações inusitados. Não tem sido esta a dinâmica do processo histórico de constituição da nossa mais genuína tradição franciscana?
4. Deixar-se inspirar por Aquele que faz novas todas as coisas
Estamos imersos num mundo em constante transformação. Precisamos vencer o medo e a inércia que paralisa nosso caminhar. Para estarmos à altura dos inúmeros desafios do tempo presente é preciso, em primeiro lugar, alargar nossos horizontes para além das preocupações com a própria sobrevivência e com a eficiência antropocêntrica. Necessário se faz, portanto, rever nossos critérios e projetos. Somos convocados a fazer memória do nosso passado, deixando Cristo irromper em nossa vida através do Seu Espírito Vivificante. Francisco dizia que o Ministro Geral da Ordem era o Espírito Santo. A razão de tal escolha não residiria propriamente no fato de ser Ele aquele que “faz novas todas as coisas”?
Texto da “Revista Franciscana”, 2006, da FFB.
01/09 - Bem-aventurado João Francisco Burté
Sacerdote e mártir da Primeira Ordem (1740-1792). Beatificado por Pio XI no dia 27 de outubro de 1926.
João Francisco Burté nasceu no dia 21 de junho de 1740 em Rambervillers, Lorena, filho de João Batista e Ana Maria Colot. Aos 16 anos, solicitou ingresso entre os Irmãos Menores Conventuais do convento de Nancy. Ele iniciou o noviciado em 24 de maio de 1757, e depois de um ano totalmente dedicado ao Senhor, ele professou. No mesmo convento continuou seus estudos. Havia ali numerosos religiosos preparados em diversas disciplinas.
Quando em Nancy foi instituída a Faculdade de Teologia, bom número dos Frades Menores Conventuais foram chamados para ensinar. João Francisco, que havia se distinguido pelo aproveitamento nos estudos, com apenas quatro anos de sacerdócio foi chamado para ensinar teologia, primeiro no convento, e logo na faculdade diocesana, depois de um brilhante exame.
Em 1775, ele foi nomeado guardião do convento. Depois de três anos, ele foi responsável por representar sua Província religiosa em Paris. Ele foi escolhido como um pregador do rei, porque todos o consideravam um religioso doutor, piedoso, eloquente e modesto. Por sua destacada cultura, o recomendaram ao trabalho de Bibliotecário no grande convento em Paris, onde foi nomeado guardião de mais de 60 religiosos.
Em 1789 veio o desastre da Revolução Francesa. Em 1790 foram suprimidas as ordens religiosas, e os edifícios da Igreja foram declarados de propriedade do Estado. O que se viu em seguida na França foi a luta aberta à oposição, à dispersão e ao assassinato. João Francisco e seus religiosos manifestaram sua adesão à fé, rechaçando o juramento da lei emanada do Estado contra a Igreja.
Em 12 de agosto de 1792, o bem-aventurado João Francisco, juntamente com seus religiosos foi preso, levado para o convento dos Carmelitas, transformado em cárcere. Ali foi interrogado, investigado, assim como os bispos e outros sacerdotes. Frei João se mostrou, nestas situações terríveis, sempre como um autêntico sacerdote, franciscano genuíno, rico em zelo e caridade, sobretudo com os sacerdotes perseguidos. A Igreja do Carmo estava repleta de presos, mas não se ouvia um só lamento, a Missa estava proibida e os detentos se uniam em constante oração diante do altar-mor. Entre os presos também havia três bispos. Eles prepararam um grande massacre. A guilhotina parecia demasiada lenta para cortar 500 ou 600 cabeças por dia…
Era domingo, 2 de setembro de 1792. Duas dezenas de homens armados com lanças, espadas, machados e armas de fogo atacaram João e os 180 sacerdotes prisioneiros. Eles foram barbaramente assassinados. As vítimas serenamente rezavam ou realizavam atos de heroísmo. E assim a vida do bem-aventurado João Francisco foi heroicamente imolada por sua profissão de fé. No momento do martírio tinha 52 anos.
01/10 - Venerável Luís Amigó e Ferrer
Bispo da Primeira Ordem, Fundador das Terciárias Capuchinhas
da Sagrada Família e dos Terciários Capuchinhos de Nossa Senhora das
Dores (1854-1934).
Frei Luis de Massamagrell é o nome de religião do capuchinho José Maria Amigó e Ferrer, fundador das Irmãs Terciárias Capuchinhas de Nossa Mãe das Dores, que nasceu em Massamagrell – Valencia (Espanha) dia 17 de outubro de 1854.
Sua infância e juventude passam em Valência onde começa seus estudos até o sacerdócio no Seminário Conciliar da cidade. Era membro de distintas associações católicas que promoviam um serviço de voluntariado para os mais marginalizados. Em 1874, sentindo o chamado do Senhor à vida consagrada na família religiosa dos Capuchinhos e como na Espanha foram expulsas todas as ordens religiosas, José Maria procurou o convento capuchinho de Bayona (França) e ali vestiu o hábito franciscano dia 12 de abril daquele mesmo ano.
Três anos mais tarde, Frei Luís de Massamagrell (este era o nome que ficou conhecido na Ordem), pode regressar à Espanha. No dia 29 de março de 1879 recebeu a ordenação sacerdotal e iniciou o seu ministério, sobretudo na penitenciária de Dueso, onde recebeu um forte impacto pelo grande número de jovens presos numa cela e às péssimas condições que estavam.
Talvez foi esta impressão, a que orientou parte do seu apostolado levando-o a ser, com o tempo e também pelo trabalho das duas congregações que fundou, um verdadeiro apóstolo da juventude em situação de risco e extraviados. Na Ordem Capuchinha, Padre Luís foi chamado a prestar serviços de grande responsabilidade como o de guardião e Ministro Provincial.
Frei Luís deu um grande impulso à Terceira Ordem Franciscana (hoje chamada Ordem Franciscana Secular) e dentro dela, do contato com os jovens, nasceu nele a inspiração da fundação das Irmãs Terciárias Capuchinhas da Sagrada Família, que fundou em 1885.
Em 1889, fundou também a fundação de um instituto masculino, os Irmãos Terciários Capuchinhos de Nossa Senhora das Dores, cuja finalidade apostólica era educar cristãmente os jovens extraviados do caminho reto.
Em 1907, Frei Luís foi chamado a guiar pastoralmente a diocese de Solsona (Catalunha) e alguns anos mais tarde a de Segorbe (Valência). Ele aceitou prestar este serviço que a Igreja lhe pedia, permanecendo fiel ao seu espírito humilde e obediente e ao lema episcopal que escolheu: “Dou minha vida pelas minhas ovelhas”. O fez com amor e seguindo o exemplo do Bom Pastor que sempre animou todo seu apostolado.
Durante seu serviço pastoral, ou seja, como capuchinho ou como bispo, se distinguiu pelo seu profundo amor a Deus e por sua confiança na Divina Providência: isto o levou a colocar em suas mãos todo projeto, na certeza que a obra respondia a vontade de Deus e seria realizada. E disso teve muitas provas, sobretudo no âmbito de suas duas congregações que, a pesar de tantas dificuldades que tiveram que enfrentar, cresceram e se afirmaram.
Outra dimensão da vida do Padre Luís que merece ser destacada é seu amor pelos pobres, a defesa de sua dignidade humana como filhos de Deus e sua preocupação em dar-lhes a conhecer a Deus e seu amor para com eles.
O Padre Luís morreu no dia 1º de outubro de 1934 em Godella, (Valência), na casa mãe dos Irmãos Terciários Capuchinhos e seu corpo foi sepultado em Massamagrell, na capela da casa mãe das Irmãs Terciárias Capuchinhas. Sua tumba é lugar de peregrinação e veneração por parte de muitos devotos. O dia 13 de junho de 1992 marcou una etapa importante no processo canônico de beatificação: o santo Padre João Paulo II lhe declarou venerável e a Igreja se pronunciou definindo-o como “Gigante da santidade, modelo e protótipo de religioso, sacerdote, fundador e bispo”.
Frei Luis de Massamagrell é o nome de religião do capuchinho José Maria Amigó e Ferrer, fundador das Irmãs Terciárias Capuchinhas de Nossa Mãe das Dores, que nasceu em Massamagrell – Valencia (Espanha) dia 17 de outubro de 1854.
Sua infância e juventude passam em Valência onde começa seus estudos até o sacerdócio no Seminário Conciliar da cidade. Era membro de distintas associações católicas que promoviam um serviço de voluntariado para os mais marginalizados. Em 1874, sentindo o chamado do Senhor à vida consagrada na família religiosa dos Capuchinhos e como na Espanha foram expulsas todas as ordens religiosas, José Maria procurou o convento capuchinho de Bayona (França) e ali vestiu o hábito franciscano dia 12 de abril daquele mesmo ano.
Três anos mais tarde, Frei Luís de Massamagrell (este era o nome que ficou conhecido na Ordem), pode regressar à Espanha. No dia 29 de março de 1879 recebeu a ordenação sacerdotal e iniciou o seu ministério, sobretudo na penitenciária de Dueso, onde recebeu um forte impacto pelo grande número de jovens presos numa cela e às péssimas condições que estavam.
Talvez foi esta impressão, a que orientou parte do seu apostolado levando-o a ser, com o tempo e também pelo trabalho das duas congregações que fundou, um verdadeiro apóstolo da juventude em situação de risco e extraviados. Na Ordem Capuchinha, Padre Luís foi chamado a prestar serviços de grande responsabilidade como o de guardião e Ministro Provincial.
Frei Luís deu um grande impulso à Terceira Ordem Franciscana (hoje chamada Ordem Franciscana Secular) e dentro dela, do contato com os jovens, nasceu nele a inspiração da fundação das Irmãs Terciárias Capuchinhas da Sagrada Família, que fundou em 1885.
Em 1889, fundou também a fundação de um instituto masculino, os Irmãos Terciários Capuchinhos de Nossa Senhora das Dores, cuja finalidade apostólica era educar cristãmente os jovens extraviados do caminho reto.
Em 1907, Frei Luís foi chamado a guiar pastoralmente a diocese de Solsona (Catalunha) e alguns anos mais tarde a de Segorbe (Valência). Ele aceitou prestar este serviço que a Igreja lhe pedia, permanecendo fiel ao seu espírito humilde e obediente e ao lema episcopal que escolheu: “Dou minha vida pelas minhas ovelhas”. O fez com amor e seguindo o exemplo do Bom Pastor que sempre animou todo seu apostolado.
Durante seu serviço pastoral, ou seja, como capuchinho ou como bispo, se distinguiu pelo seu profundo amor a Deus e por sua confiança na Divina Providência: isto o levou a colocar em suas mãos todo projeto, na certeza que a obra respondia a vontade de Deus e seria realizada. E disso teve muitas provas, sobretudo no âmbito de suas duas congregações que, a pesar de tantas dificuldades que tiveram que enfrentar, cresceram e se afirmaram.
Outra dimensão da vida do Padre Luís que merece ser destacada é seu amor pelos pobres, a defesa de sua dignidade humana como filhos de Deus e sua preocupação em dar-lhes a conhecer a Deus e seu amor para com eles.
O Padre Luís morreu no dia 1º de outubro de 1934 em Godella, (Valência), na casa mãe dos Irmãos Terciários Capuchinhos e seu corpo foi sepultado em Massamagrell, na capela da casa mãe das Irmãs Terciárias Capuchinhas. Sua tumba é lugar de peregrinação e veneração por parte de muitos devotos. O dia 13 de junho de 1992 marcou una etapa importante no processo canônico de beatificação: o santo Padre João Paulo II lhe declarou venerável e a Igreja se pronunciou definindo-o como “Gigante da santidade, modelo e protótipo de religioso, sacerdote, fundador e bispo”.
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