31 de agosto de 2013

31/08 - Bem-aventurado Pedro de Ávila


Sacerdote e mártir no Japão, da Primeira Ordem (1592-1622). Beatificado por Pio IX no dia 7 de julho de 1867.

Pedro de Ávila nasceu em Palomero, perto de Ávila, Espanha. Em 1515, em Ávila, nascia Santa Teresa de Jesus, virgem e doutora da Igreja, carmelita ilustre, que fez grandes progressos no caminho da perfeição. Teve revelações místicas. Sofreu muitas dificuldades por causa da reforma de sua Ordem, mas saiu vitoriosa. Escreveu livros de doutrina profunda, fruto de suas experiências místicas. Ela morreu em 4 de outubro de 1582. Dez anos depois, em 1592, perto de Ávila nascia Pedro, que seguiu o ideal franciscano a exemplo de São Pedro de Alcântara, conselheiro espiritual de Santa Teresa.

Eram evidentes na criança e no adolescente Pedro os dons especiais de inteligência e bondade de espírito, que, ainda muito jovem, decidiu seguir o chamado do Senhor, que o queria frade menor na Província de São José. Na vida de oração rígida e ascética, de acordo com as diretrizes do São Pedro de Alcântara, viveu seu franciscanismo. Ordenado sacerdote, dedicou-se ao apostolado da pregação, à direção espiritual, às atividades caritativas e à formação espiritual dos fiéis.

Muitas vezes meditava sobre o mandamento do Senhor aos apóstolos: “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado”. E nas palavras de São Francisco a seus irmãos: “Agora irmãos, ide a todos os lugares pregar o evangelho da paz e do bem.”

Frei Luís Sotelo, um dos mártires mais eminentes do Japão, eleito bispo, convenceu a Frei Pedro a segui-lo em uma grande expedição missionária. Em 1617, 30 franciscanos partiram da Espanha em direção às Filipinas. Eram muito comuns essas expedições dos pioneiros do Evangelho, plenos de ardor seráfico e de valor apostólico.

Dois anos durou a permanência nas Filipinas. Pedro se dedicou a todos os ministérios entre os cristãos filipinos. Em 1619, junto com outros confrades, Pedro foi para o Japão, decidido a consagrar toda sua atividade à evangelização, apesar das duras dificuldades impostas pela perseguição religiosa.

Seu catequista e precioso colaborador foi Frei Vicente Ramirez de São José, irmão leigo franciscano. Ele demonstrou grande zelo em converter e incentivar os vacilantes fiéis. Com prudência e astúcia soube fugir das perguntas dos guardas. No dia 17 de setembro de 1620, os dois missionários foram descobertos na casa do Domingo e Clara Yamanda, que generosamente lhes haviam dado hospitalidade. Eles passaram quase dois anos na prisão de Suzuta, insalubre, estreita, e expostos ao frio inclemente. Seu consolo foi a presença de outros irmãos, com quem viveram em oração e conversas piedosas. Na espera do martírio, com 23 confrades, foram transferidos para as prisões em Nagasaki.

A 10 de setembro de 1622, na colina dos mártires, o bem-aventurado Pedro, cantando o salmo “Louvai ao Senhor, todas as nações!” imolou sua vida em meio a uma fogueira ardente. Ele tinha 30 anos.

30 de agosto de 2013

Reflexão - Vibrações


“Quando você agradece, o medo desaparece e a abundância aparece”. 
 Anthony Robbins

A Lei da Atração responde a qualquer vibração que você emita, seja ela positiva ou negativa, dando-lhe mais dessa mesma coisa. Ela simplesmente responde às suas vibrações. Daí a importância vital de pensar de maneira positiva, de desejar ardentemente com a força da alma, de querer verdadeiramente receber as bênçãos de Deus!

À medida que sua fé se fortalece você descobre que não é mais necessário ter uma noção de controle. Aprende que as coisas vão fluir como deve ser e que você vai fluir junto com elas para seu maior bem e para o bem das pessoas. Então comece agradecendo por todas as coisas que você já recebeu… Respire com intensidade o ar e encha-se com a vida que lhe é dada pelo Criador!

Frei Paulo Sérgio, ofm

Um fim de semana abençoado a todos!

28 de agosto de 2013

Francisco de Assis, modelo referencial do humano – Conclusão

Por Frei Vitório Mazzuco Fº 

Assim discorremos alguns aspectos da filosofia de vida desta Testemunha do século XII e tão atual, IL Poverello, um simples apaixonado pela sua identidade. Alguém que nos ensinou que mais que um lugar, o céu é Alguém e precisa estar em nosso aqui e agora. Um louco apaixonado pela sua época e por isso é uma eterna permanência, que não fez concorrência, mas realizou  convivência. Que rezou 30 e duas vezes o “Tu” em suas preces que nos deixou por escrito, mas não fez pedidos para o “eu”, porque escutou mais o Tudo e o Todos, e disse que orar assim supera qualquer atividade. Ele foi o santo da Majestade Divina e dos pobres.

 Fez de cada lugar, das grutas, da Porciúncula, dos bosques, do Alverne e das estradas, a casa típica de sua Ordem, a exteriorização do ideal interno de cada Irmão e Irmã que o seguiu. A sua vida é simples; não é complicada, é límpida e livre; tem a originalidade própria do Amor que ele sempre buscou.

Foi um sonhador e por isso mesmo um grande realizador. Por acreditar em seus sonhos foi à frente e continua a puxar para frente a história da humanidade. Inspirou o nome do novo Papa, para ser mais uma vez, aquele que coloca ruínas em pé, com o paciente e artesanal trabalho de reconstruir. Não é um santo do passado, é do futuro, do amanhã e do hoje das nossas mais belas esperanças. Com ele, aprendemos a acordar de manhã e não desfazermos dos sonhos. Ele convoca a um novo jeito de viver a Boa Nova que é exatamente a fazer nova a humanidade. Nisto está a sua profecia, cortesia e delicadeza espiritual. Ele é uma ação humana ética! Um complexo de amor ao Pai. Não brigou com o errado, mas viveu o certo.

Aprendeu com o Senhor que nós mesmos temos que ser o Bem, o Bem Absoluto, o Sumo Bem, mergulhar no Bem. Ele é um fervor da Vida, uma Comunhão Universal, uma Fraternidade. Simples e essencial. Menor, vazio de apegos, completamente despojado, sem negatividades, sem pessimismos, sem dramaticidade. Nasce a cada instante. Concretizou, de um ou outro modo, o seu projeto inicial: ser um Cavaleiro Medieval,  ou melhor, adequou um código de comportamento para um novo ideal humano caracterizado pela nobreza de alma, honradez, coragem, fidelidade, jovialidade, prodigalidade e uma forte espiritualidade. Que São Francisco de Assis resgate em nós o melhor de nós! Paz e Bem!

NOTA

Todas as citações das Fontes Franciscanas e Clarianas que estão nas notas deste artigo com a consequente explicação das Siglas Abreviadas estão em: Fontes Franciscanas e Clarianas, Vozes- FFB, Petrópolis, 2004.

Fonte: http://carismafranciscano.blogspot.com.br/

26 de agosto de 2013

Reflexão - Aceitação


“O que negas te subordina. O que aceitas te transforma”. 
Carl Gustav Jung

Aprendemos (erradamente) que negar fatos ou até mesmo momentos dolorosos de nossa história é a saída para superar a dor e o sofrimento. Porém, quando mais negamos ou tentamos esconder tais fatos em nossos porões secretos, mais tais conteúdos nos levam a sofrer e roubam energia de nós. Os conteúdos negados continuam vivos e a nos perturba como fantasmas a perturbar nosso sono…

Aceitar o que não pode ser mudado é uma atitude sábia. Aceitar nos faz entender que somos frutos de muitas heranças, algumas boas, outras ruins… A aceitação consciente de quem somos em nossa essência, abre-nos caminhos e nos dá força e vigor para que possamos re-significar nossas vidas a partir de um tempo presente que passa a depender exclusivamente de nós mesmos!

Tenha uma ótima, iluminada e abençoada semana!

Frei Paulo Sérgio, ofm

25 de agosto de 2013

Francisco de Assis, modelo referencial do humano – XXI


Por Frei Vitório Mazzuco Fº 

Francisco de Assis nos ensina que viver é despojar-se de qualquer sofisticação e beber mais do puro aberto do natural. Ir mais aos detalhes da vida e ver seus muitos gestos de doação e acreditar numa novidade originária. Ele é o homem que voltou ao Paraíso.  Que ele nos dê novamente esta imensa saudade do Paraíso do qual nós mesmos nos expulsamos. Ele é a Poesia da Vida e a Poesia do Humano. E o humano que anda leve no movimento sem pressa do caminho, percebendo ritmo e o verso do próprio passo. Franciscanismo e Poesia não se separam porque estiveram sempre juntos na percepção da sua identidade, mergulhados no Natural. E por falar em Poesia, vamos encerrar este ponto com o grande Drumond, poeta de Itabira, de Minas, do Rio e do Mundo:

“Francisco operário madrugador na construção de igrejas,
(não de edifícios de renda, longe disso).
Tantas coisas pra lhe contar, daqui de baixo!
Mas você não cansou, em sete séculos e meio,
de ouvir a eterna queixa, o monocórdio estribilho
de nossa falta de humildade cortesia ternura nudez?
Veja por exemplo os bichos (só a eles me refiro
porque não falam por si). Arvoro-me em secretário
do mico-estrela, da tartaruga, da baleia,
de todos, todos. Dos mais espetaculares aos mínimos,
tão míseros.
De irmãos você os chamava. Repare: aterrorizados.
fogem de nós, com muita razão e longos medos.
E um e outro, isolados, gostamos.
Coisa nossa, brinquedo. É gosto sem gostar,
feito de posse-domínio.
Veja as infinitas coleções
de animais que padecem em todos os chãos e águas da Terra
e não podem dizer que padecem, e por isso padecem duas vezes,
sem o suporte da santidade.
Pior, Francisco: o padecimento deles
é de responsabilidade nossa, humana? Desumana.
Nós os torturamos e matamos
por hábito de torturar e de matar
e de tornar a fazê-lo, esporte,
com halalis, campeonatos, medalhas, manchetes,
pólvora cheirando festa,
ouro pingando sangue...


Continua...

Fonte: http://carismafranciscano.blogspot.com.br/