31 de dezembro de 2013
Reflexão - Ano Novo
Um ano novo se desponta diante de nós: hora de relembrarmos os acontecimentos do passado, de escrever novos poemas, novos sonhos… Conhecer pessoas novas, viajar, aprender coisas novas, crescer, amadurecer, rir, chorar, orar. É tempo de recomeçar, de repropor, de acreditar nas pessoas, de seguir novas veredas…
Que esse ano seja realmente diferente: faça de tudo para dar certo, aproveite as oportunidades que a vida se lhe apresentar. É tempo de solidariedade, de ajudar as pessoas, de buscar a Deus com coração sincero e fazer da fé um projeto de vida. Siga em frente, continue algo que não terminou, comece um sonho que não se realizou e viva cada dia como se fosse o único que não se repete…
Feliz restinho desse tempo que ainda estamos… Feliz tempo novo que surge no horizonte!
Frei Paulo Sérgio, ofm
Santa Maria, Mãe de Deus

Rainha da Ordem Franciscana, coroa de todos os Santos.
Maria oferece a todos o caminho da santidade. Todos podemos e devemos fazer-nos santos, com uma condição, que sigamos a Jesus e a Igreja mediante a observância do Santo Evangelho. Ao término do ano nos abre igualmente as portas do céu e nos mostra a glória de todos os santos: “Sim estes se santificaram, por que não poderemos também nos santificar?”.
O mundo em que vivemos, trabalhamos e respiramos, apesar de suas prodigiosas realizações, está atormentado pela inquietude. A resposta nos vem de Maria, que oferece ao mundo angustiado o Único que tem palavras de vida eterna.
Ele que, para todos e para sempre, é “o Caminho, a Verdade e a Vida”. A história dos Magos, que se põem em caminho pelo deserto e na noite veem a luz, que os conduzirá finalmente a encontrar o Menino com a sua Mãe, e a prostrar-se ante ele, é o símbolo desta busca permanente dos homens, necessitados a voltar a encontrar o rosto de seu Salvador e o de sua Mãe.
Maria, Mãe de Jesus e da Igreja, Rainha de todos os Santos, é o celestial arco-íris, o oásis da paz, o refúgio que fraterniza e acolhe aos homens divididos. No meio das alegrias e esperanças, das tristezas e angústias dos homens de hoje, dos pobres e dos que sofrem, temos necessidade de Maria, vida, doçura e esperança nossa.
Fonte: “Santos Franciscanos para cada dia”
30 de dezembro de 2013
O amor que precisa ser amado
Por Frei Almir Ribeiro Guimarães
Francisco é o amante do Amado. Não podia se consolar que tão grande amor do Senhor não tivesse reconhecimento por parte dos homens e mulheres tão largamente agraciados. Francisco “chorava em alta voz pela Paixão de Cristo, como se tivesse diante de si constantemente visão dela. Na rua ouviam-se os seus gemidos; lembrando-se das chagas de Cristo, recusava todo consolo” (2Celano 11).
Os discípulos do Senhor, na certeza de terem sido chamados, têm duas posturas: de um lado contemplam o amor do Senhor e de outro se tornam missionários.Desejam impregnar-se do amor do Senhor no silêncio do quarto, na meditação das passagens que falam da superabundância do amor do Senhor. Detêm-se eles de modo especial diante da cruz do Senhor. E Francisco o fez de modo todo particula.
Ficou encantado com esse Senhor tão amante e tão pobre. No alto da cruz, nos momentos de total abandono, o amor se torna total despojamento. Os discípulos fogem e, condenado na solidão inominável, Jesus se contorce de dor de se ver abandonado… aparentemente até pelo Pai.Francisco deseja que os mortais se lembrem de tanto amor.
Que se abram ao Mistério, que acolham o mundo novo de Jesus em suas vidas, que retribuam tanto amor com amor, que sejam operários de um mundo novo. Que coloquem corpo, voz, anseios, projetos à disposição do projeto de um mundo novo, mundo de justiça, de paz, de fraternismo, de respeito cortês de uns pelos outros.
Francisco chorava por ver que o Amor não era suficientemente amado.
24 de dezembro de 2013
Misterioso cartão de Natal
“Cartinha do Menino Jesus às crianças de hoje”, de Leonardo Boff
O Natal é a festa das crianças e da divina Criança que se esconde dentro de cada adulto. É altamente inspiradora a crença de que Deus se acercou dos seres humanos na forma de uma criança. Assim ninguém pode alegar que Ele é apenas um mistério insondável, fascinante por um lado e aterrador por outro. Não. Ele se aproximou de nós na fragilidade de um recém-nascido que choraminga de frio e que busca, faminto, o seio materno. Precisamos respeitar e amar esta forma como Deus quis entrar no nosso mundo. Pelos fundos, numa gruta de animais, numa noite escura e cheia de neve “porque não havia lugar para ele nas pousadinhas de Belém”.
Mais consoladora é ainda a ideia de que seremos julgados por uma criança e não por um juiz severo e esquadrinhador. Criança quer brincar. Ela se enturma imediatamente com todas as outras, pobres, ricas, japonesas, negras e loiras. É a inocência originária que ainda não conheceu as malícias da vida adulta.
A divina Criança nos introduzirá na dança celeste e no festim que a família divina do Pai, do Filho e do Espírito Santo prepara para todos os seus filhos e as suas filhas, não excluidos aqueles que, um dia, foram desgarrados.
Estava refletindo sobre esta realidade benaventurada quando um um anjo, daqueles que cantaram aos pastores nos campos de Belém, se aproximou espiritualmente e me entregou um cartãozinho de Natal. De quem seria? Comecei a ler. Nele se dizia:
“Queridos irmãozinhos e irmãzinhas:
Se vocês ao olharem o presépio e ao verem lá o Menino Jesus no meio de Maria e de José e junto do boi e do jumento, se se encherem de fé de que Deus se fez criança, como qualquer um de vocês;
Se vocês conseguirem ver nos outros meninos e meninas a presença inefável do Menino Jesus que uma vez nascido em Belém, nunca nos deixou sozinhos neste mundo;
Se vocês forem capazes de fazer renascer a criança escondida nos seus pais, nos seus tios e tias e nas outras pessoas que vocês conhecem para que surja nelas o amor, a ternura, o cuidado com todo mundo, também com a natureza;
Se vocês, ao olharem para o presépio, descobrirem Jesus pobremente vestido, quase nuzinho e lembrarem de tantas crianças igualmente mal vestidas e se sofrerem no fundo do coração por esta situação e se puderem dividir o que vocês têm de sobra e desejarem já agora mudar este estado de coisas;
Se vocês ao verem a vaquinha, o burrinho, as ovelhas, os cabritos, os cães, os camelos e o elefante no presépio e pensarem que o universo inteiro é também iluminado pela divina Criança e que todos eles fazem parte da grande Casa de Deus;
Se vocês olharem para o alto e virem a estrela com sua cauda luminosa e recordarem que sempre há uma estrela como a de Belém sobre vocês, acompanho-os, iluminando-os, mostrando-lhes os melhores caminhos;
Se vocês se lembrarem que os reis magos, vindos de terras distantes, eram, na verdade, sábios e que ainda hoje representam os cientistas e os mestres que conseguem ver nesta Criança o sentido secreto da vida e do universo;
Se vocês pensaram que esse Menino é simultaneamente homem e Deus e por ser homem é seu irmão e por ser Deus existe uma porção Deus em vocês e por causa disso, se encherem de alegria e de legítimo orgulho;
Se pensarem tudo isso então fiquem sabendo que eu estou nascendo de novo e renovando o Natal entre vocês. Estarei sempre perto, caminhando com vocês, chorando com vocês e brincando com vocês até aquele dia em que chegaremos todos, humanidade e universo, na Casa de Deus que é Pai e Mãe de infinita bondade, para morarmos sempre juntos e sermos eternamente felizes”.
Belém, 25 de dezembro do ano 1.
Assinado: Menino Jesus
Por Leonardo Boff
23 de dezembro de 2013
Reflexão - Natal
Por tudo de bom que você possa representar, gostaria de desejar que Deus esteja sempre no teu caminho, no teu coração, na tua mente… Que os Anjos estejam sempre ao teu redor para que não percas o caminho de Belém. Que possas fazer parte da grande cena no nascimento de Jesus, representando o teu papel e sendo personagem central…
Que as distâncias sejam superadas… Por algo que não se mede, nem pelo tempo, nem pelo espaço… Lembre-se: mesmo ao longe nossos pensamentos caminham lado a lado em busca de um novo dia! Portanto, siga o caminho da estrela e que ela te conduza à manjedoura… Lá em Belém todos nos encontraremos na festa da alegria, da esperança e da salvação!!!
Frei Paulo Sérgio, ofm
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