8 de janeiro de 2015

08/01 - São Francisco Blanco

Mártir no Japão, sacerdote da Primeira Ordem (1567-1597). Canonizado por Pio IV, em 8 de junho de 1862 (sua festa é em 5 de fevereiro).

Em 5 de fevereiro de 1597 em Nagasaki morreu crucificado junto com outros 22 companheiros. Francisco Blanco nasceu nos arredores de Monterrey, na Galícia (Espanha). Enviado por seus pais à Universidade de Salamanca, foi admirado por sua inteligência e sua pureza de coração.

Muito jovem abandonou tudo e se fez irmão menor na Província de São Tiago de Compostela. No convento aparecia a todos como um anjo de piedade e de inocência, chegando a um grau tão sublime de perfeição seráfica, que, quando seus coirmãos que o haviam conhecido e apreciado souberam da notícia de seu martírio, diziam que ele havia conquistado três coroas: a do martírio, a da santidade e a da inocência.

O Pe. Ortiz, quem havia encaminhado 16 religiosos franciscanos para a missão de Filipinas, lhe deu o consentimento, para associar-se a expedição, na qualidade de diácono. Foi ordenado sacerdote durante a permanência dos missionários no México. Terminados os estudos teológicos em Manila, sob a direção de São Martinho da Ascensão, viajou com ele ao Japão, onde o Senhor lhe reservava a palma do martírio.

Preso em 9 de dezembro de 1596 em Osaka, foi levado com seus companheiros a Meaco, em 2 de janeiro; lá cortaram a orelha esquerda de todos, foram levados em um carro, expostos à gozação do povo, até chegar a Nagasaki, onde foram crucificados, em 5 de fevereiro de 1597.

Fonte: “Santos Franciscanos para cada dia”, Ed. Porziuncola

7 de janeiro de 2015

07/01 - Bem-aventurado Mateus de Agrigento


Bispo da Primeira Ordem (1380-1451). Aprovou seu culto Clemente XIII, em 22 de fevereiro de 1767.

Mateus de Gallo Cimarra nasceu em Agrigento em 1380 de pais oriundos da Espanha, no mesmo ano em que nasceu São Bernardino de Sena. Sua mãe o educou no santo temor de Deus, na bondade, na pureza da fé mais fervorosa. O jovem correspondeu generosamente aos cuidados maternos. Aos 18 anos se fez franciscano; na Espanha se doutorou em filosofia e teologia, e ordenou-se sacerdote em 1403. Ensinou a seus co-irmãos na Espanha por espaço de quatro anos.

Quando São Bernardino de Sena começou seu apostolado por toda Itália, Mateus partiu da Espanha e foi a Sena, onde foi escolhido por São Bernardo, como companheiro de apostolado. Os dois trabalharam juntos durante 15 anos na difusão do culto ao Santíssimo Nome de Jesus e na devoção à Nossa Senhora, empenhando-se em volver o primitivo ideal da Ordem Franciscana. Edificou muitos novos conventos, centros de espiritualidade franciscana. Em 1443, foi eleito Provincial de Sicília, que contava com 50 conventos, dos quais, 38 tinham o nome de Santa Maria de Jesus.

Com o Santo Nome de Jesus, percorreu a Sicília, pregou o Evangelho, recordou aos sacerdotes sua dignidade, reavivou a fé do povo, converteu pecadores; sua pregação foi confirmada por milagres. Foi mestre e formador de futuros santos, o quais quis como colaboradores: Beato João de Palermo, Cristóvão Giudici, Gandolfo de Agrigento, Arcângelo de Calatafimi, Lourenço de Palermo e Santa Eustóquia de Messina.

São Bernardino de Sena havia sido acusado de herege diante de Martinho V por haver pregado o culto ao Nome de Jesus. O Beato Mateus e São João de Capistrano defenderam energicamente ao grande mestre. E o processo terminou com triunfo.

Eugênio V, o nomeou bispo de Agrigento, tendo sido consagrado em 30 de janeiro. Desenvolveu uma intensa atividade; transformou o seu rebanho, extirpou os abusos, restaurou a disciplina, destinou aos pobres as rendas de seu bispado e combateu a simonia. Foi injustamente acusado diante de Eugênio IV, quem o chamou a si e reconheceu sua inocência. Depois de três anos de episcopado, renunciou a diocese e obteve permissão do Papa para voltar ao convento de Santa Maria de Jesus de Palermo, onde viveu os últimos anos em oração e solidão, dando exemplo de admiráveis virtudes. Em 7 de janeiro de 1451, passou para o descanso eterno. Tinha 71 anos. Seu sepulcro se fez célebre por freqüentes milagres acontecidos.

Fonte: “Santos Franciscanos para cada dia”, Edição Porziuncola

6 de janeiro de 2015

06/01 - São Carlos de Sasso Romano


Religioso da Primeira Ordem (1613-1670). Canonizado por São João XXIII, em 12 de abril de 1959.


Chamava-se João Carlos Melchiori, nascido em Sezze, a 19 de outubro de 1613. Passou sua juventude num povoado de Lácio. Aos 22 anos se fez irmão menor, em Nazzano e emitiu os votos solenes em 19 de maio de 1636. Viveu em vários conventos de Lácio e preferiu permanecer como irmão converso desenvolvendo sua atividade como esmoler, hortelão, cozinheiro, sacristão. 

Desejou partir como missionário para Índia, mas não chegou a satisfazer o seu desejo. Permaneceu em Roma, último entre os irmãos de São Francisco, mas o primeiro na obediência, na castidade e na pobreza. Um verdadeiro franciscano, com a alma inundada de profunda alegria.

Para comunicar também aos demais esta seráfica alegria, desenvolveu o dom de poeta, escrevendo versos singelos e emocionantes, num estilo popular, com acentuado sabor de Lácio. Pelas suas poesias, São Carlos de Sezza o considerou herdeiro de Jacopone de Todi, pois sua poesia era fruto da plenitude de amor divino. 

Este “escritor sem letras”, como ele mesmo se chamava, escreveu muitas obras nem todas publicadas. Entre as publicadas estão: “As três vias”, “O Sagrado Septenário”, “Os Discursos sobre a vida de Jesus”, sua “Autobiografia”, escrita com seráfica candura por ordem de seu confessor.

Em outubro de 1648, enquanto rezava na Igreja de São José o seu coração foi transpassado por um dardo de luz, que partiu da Hóstia consagrada, fazendo-o chagado por toda sua vida. A chama do amor de Deus e dos irmãos o levou a uma alta sabedoria.

O objetivo de sua vida foi oferecer-se a Deus em holocausto: puro e perfeito, na humildade, na penitência, na devoção ardente à Paixão de Cristo, à Eucaristia, à Virgem Imaculada. Deus lhe reservou grandes dons: visões e revelações, conhecimento das verdades teológicas e ascéticas, chaga de amor no coração. O segredo da sua santidade estava na oração, na austera penitência, no esforço contínuo para viver com Jesus sua paixão e morte redentora. Por muitos anos, na qualidade de esmoleiro de porta em porta em Roma, buscou as almas, levou a mensagem evangélica para trazer todos para Deus. Morreu em 6 de janeiro de 1670.

Fonte: “Santos Franciscanos para cada dia”, Edição Porziuncola

5 de janeiro de 2015

05/01 - Beato Rogério de Todi


Sacerdote. Discípulo de S. Francisco, da Primeira Ordem (+1237). Bento XIV a 24 de abril de 1751 aprovou o seu culto.

A primeira Clarissa a ser honrada com culto público não foi Santa Clara, mas a Beata Felipa Mareri, morta em 1236, quando Santa Clara todavia, vivia em São Damião de Assis. Ao nome e à vida da Beata Felipa, está ligada a vida e a figura do Beato Rogério, de Todi, na Úmbria. Ele conheceu pessoalmente S. Francisco e foi um de seus primeiríssimos seguidores, junto com Bernardo de Quintavale, Gil, Leão, Silvestre.


São Francisco costumava dizer: “verdadeiro irmão menor é aquele que possui a fé de Frei Bernardo, a simplicidade e pureza de Frei Leão, a benignidade de Frei Ângelo, a presença agradável de Frei Masseo, a paciência de Frei Junípero, a solicitude de Frei Lúcido e a caridade de Frei Rogério”.


Por seu equilíbrio, associado ao mais fervoroso zelo missionário, foi enviado por Francisco à Espanha para implantar ali a Ordem Franciscana. Erigiu conventos, acolheu religiosos, que soube formar no espírito seráfico e os organizou como Província religiosa. Terminando a sua missão, regressou à Itália. S. Francisco, então, lhe confiou a direção espiritual do mosteiro das clarissas fundado pela Beata Felipa Mareri, depois que esta mulher de vida excepcional e quase desconcertante, contemplou na solidão de um eremitério rural a sua vocação de penitente e de guia de outras mulheres penitentes.


Com os sábios conselhos do franciscano Rogério, a comunidade de Felipa Mareri, que a princípio havia tido caráter um pouco irregular, ou melhor, não bem definido, se firmou exemplarmente na Regra da Segunda Ordem – a mesma que S. Francisco havia ditado para Santa Clara e suas irmãs, e que já possuía copiosos frutos espirituais. Felipa Mareri se ligou com afetuosa devoção com o franciscano de Todi, sob cuja direção a comunidade por ela querida, progredia tão claramente na perfeição. Quando a Beata de Rieti esteve próxima da morte, pedia a presença do Beato de Todi. Nos odes fúnebres a invocou como se faz aos santos.


Rogério sobreviveu pouco a sua filha espiritual. Viveu em Todi, onde fulgurou em novos exemplos de santidade. Meditava amiúdo no nascimento de Jesus, o qual muitas vezes lhe apareceu sob a forma de menino e teve a alegria de apertá-lo carinhosamente em seus braços. Uma mulher paralítica voltou a caminhar, depois de ter recebido sua bênção. Outra mulher afetada de loucura, que se descontrolava com gritos e ações descompostas, ao contato de sua mão, ficou completamente sã.


A 05 de janeiro de 1237 foi chamado por Deus ao prêmio eterno o servo fiel e bom. Gregório IX, que o conheceu pessoalmente, lhe outorgou o título de Beato.


Fonte: “Santos Franciscanos para cada dia”, Edição Porziuncola

4 de janeiro de 2015

04/01 - Santa Ângela de Foligno



Viúva, mística da Terceira Ordem (1248-1309). Clemente XI, no dia 7 de maio de 1701, concedeu em sua honra ofício e missa.



A Igreja atribui-lhe o título de beata e sua memória é celebrada hoje pela Ordem Franciscana. O povo porém invoca-a com o nome de santa há muito séculos.
A data mais aceita para o nascimento de Ângela, em Foligno, perto de Assis e de Roma, é o ano 1248. É uma das primeiras místicas italianas. 


Quando jovem, como sua contemporânea Margarida de Cortona, entregou-se às vaidades femininas, tendo teor de vida tranquila e folgada numa casa não de muito luxo, mas decorosa, juntamente com seu marido e filhos.

Ela pertencia à uma família relativamente rica e bem situada socialmente. Assim viveu até os trinta e sete anos, quando uma tragédia avassaladora mudou sua vida.A história de Santa Ângela, considerada uma das primeiras místicas italianas, poderia ser o roteiro de um romance ou novela, com final feliz, é claro.

Transformou-se de mulher fútil e despreocupada em mística e devota, depois literata, teóloga e, finalmente, santa. A data mais aceita para o nascimento de Ângela, em Foligno, perto de Assis e de Roma, é o ano 1248. Ela pertencia à uma família relativamente rica e bem situada socialmente. Ainda muito jovem casou-se com um nobre e passou a levar uma vida ainda mais confortável, voltada para as vaidades, festas e recreações mundanas. 


Assim viveu até os trinta e sete anos, quando uma tragédia avassaladora mudou sua vida. Num curto espaço de tempo perdeu os pais, o marido e todos os numerosos filhos, um a um. Mas, ao invés de esmorecer, uma mulher forte e confiante nasceu daquela seqüência de mortes e sofrimento, cheia de fé em Deus e no seu conforto espiritual. Como conseqüência, em 1291 fez os votos religiosos, doando todos os seus bens para os pobres e entrando para a Ordem Terceira de São Francisco, trocando a futilidade por penitências e orações. O dom místico começou a se manifestar quando Santa Ângela recebeu em sonho a orientação de São Francisco para que fizesse uma peregrinação a Assis. Ela obedeceu, e a partir daí as manifestações não pararam mais.


Contam seus escritos que ela chegava a sentir todo o flagelo da paixão de Cristo, nos ossos e juntas do próprio corpo. Todas essas manifestações, acompanhadas e testemunhadas por seu diretor espiritual, Santo Arnaldo de Foligno, foram registradas em narrações que ela escrevia em dialeto úmbrio e que eram transcritas imediatamente para o latim ensinado nas escolas, para que pudessem ser aproveitados imediatamente por toda a cristandade. Trinta e cinco dessas passagens foram editadas com o título “Experiências espirituais, revelações e consolações da Bem-Aventurada Ângela de Foligno”, livro que passou a ser básico para a formação de religiosos e trouxe para a Santa o título de “Mestra dos Teólogos”. Muitos dos quais a comparam como Santa Tereza d’Ávila e Santa Catarina de Sena.


Ângela terminou seus dias orientando espiritualmente, através de cartas, centenas de pessoas que pediam seus conselhos. Ao Santo Arnaldo, à quem ditou sua autobiografia, disse o seguinte: “Eu, Ângela de Foligno, tive que atravessar muitas etapas no caminho da penitencia e conversão. 

 A primeira foi me convencer de como o pecado é grave e danoso. 
A segunda foi sentir arrependimento e vergonha por ter ofendido a bondade de Deus.
 A terceira me confessar de todos os meus pecados. 
A quarta me convencer da grande misericórdia que Deus tem para com os pecadores que desejam ser perdoados. 
A quinta adquirir um grande amor e reconhecimento por tudo o que Cristo sofreu por todos nós. 
A sexta sentir um profundo amor por Jesus Eucarístico. 
A sétima aprender a orar, especialmente rezar com amor e atenção o Pai Nosso. 
A oitava procurar e tratar de viver em contínua e afetuosa comunhão com Deus”. 

Na Santa Missa, ela muitas vezes via Jesus Cristo na Santa Hóstia. Morreu, em 04 de janeiro 1309, já sexagenária, sendo enterrada na Igreja de São Francisco, em Foligno, Itália.


Seu túmulo foi cenário de muitos prodígios e graças. Assim, a atribuição de sua santidade aconteceu naturalmente, àquela que os devotos consideram como a padroeira das viúvas e protetora da morte prematura das crianças. Foi o Papa Clemente XI que reconheceu seu culto, em 1707. Porém ela já tinha sido descrita como Santa por vários outros pontífices, à exemplo de Paulo III em 1547 e Inocente XII em 1693. Mais recentemente o Papa Pio XI a mencionou também como Santa em uma carta datada de 1927.


Com o livro das visões, escrito por Frei Arnaldo, Ângela segue viva: "Todo homem pode e deve amar a Deus, em quem se encontra toda a felicidade. Deus não pede senão amor, Ele, que é o verdadeiro amor das almas".

ORAÇÃO - Ó Deus que distinguistes a Bem-aventurada Ângela pela contemplação dos mistérios do vosso Filho, concedei, por sua intercessão, que, tendo participado na terra de seus mistérios, exultemos de alegria na revelação de vossa glória.


Fonte: “Santos Franciscanos para cada dia”, Edição Porziuncola