26 de novembro de 2009

REMINISCÊNCIAS

Onde está a montanha que via no horizonte
Está além do negro véu que surge de nossa insanidade
O verde que inspirava paisagens
Agoniza em chamas

Onde estão as árvores em que escrevia meu nome?
Morreram pela ganância dos homens
Que hoje algemam outros homens à escravidão do trabalho
Que rouba a infância
E coloca carvão nas mãos dos pequeninos

O céu perdeu o azul
Os pássaros que me despertavam
Não os vejo mais
Onde estão os pássaros?
e os bichos todos?

Porque a Terra arde?
Onde está o rio onde quando eu menino
Com meu pai vinha pescar?
Quem secou o rio?
Quem matou os peixes?

Tudo está morrendo
Pelas mãos do algoz que não vê
Que essa terra que aos falece
Será o último endereço
Dos seus próprios assassinos.

CLAY REGAZZONI - OFS
(direitos reservados ao autor)

25 de novembro de 2009

22 de novembro de 2009

Para ler e refletir

O BICHO


Vi ontem um bicho
Na imundice do pátio
Catando comida entre os detritos.

Quando achava alguma coisa;
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.

O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.

O bicho, meu Deus, era um homem.


MANUEL BANDEIRA

19 de novembro de 2009

18 de novembro de 2009

Noticias da Fraternidade

Com enorme alegria, na noite desta terça-feira, 17 de novembro, celebramos na Igreja Matriz de Nossa Senhora do Patrocínio, em Abaeté, missa em honra a Santa Isabel da Hungria, padroeira da OFS. Nossa Fraternidade compareceu com muito entusiasmo.

Essa data tão especial para todos franciscanos seculares do Brasil, é ainda mais importante para nós, pois foi numa noite como essa, no ano de 2001, que nossa Fraternidade João XXIII, foi erigida canonicamente.

Portanto, na festa de nossa padroeira, celebramos também o 8° aniversário de nossa fraternidade. Parabéns a todos que hoje caminham conosco, e os que vieram e que virão, e que a fé em Cristo, e o exemplo de Francisco e Clara, nos guie e nos ilumine em nossa jornada.

Abraço Fraterno

PAZ E BEM!

17 de novembro de 2009

Especial Santa Isabel da Hungria

SANTA ISABEL DA HUNGRIA, padroeira da Ordem Terceira

Diz a lenda que Isabel foi invocada mesmo antes de nascer. Um vidente anunciou seu glorioso nascimento como estrela que nasceria na Hungria, passaria a brilhar na Alemanha e se irradiaria para o mundo. Citou-lhe o nome, como filha do rei da Hungria e futura esposa do soberano de Eisenach (Alemanha).

De fato, como previsto, a filha do rei André, da Hungria, e da rainha Gertrudes, nasceu em 1207. O batismo da criança foi uma festa digna de reis. E a criança recebeu o nome de Isabel, que significa repleta de Deus.

Ela encantou o reino e trouxe paz e prosperidade para o governo de seu pai. Desde pequenina se mostrou de fato repleta de Deus pela graça, pela beleza, pelo precoce espírito de oração e pela profunda compaixão para com os sofredores.

Tinha apenas quatro aninhos quando foi levada para a longínqua Alemanha como prometida esposa do príncipe Luís, nascido em 1200, filho de Hermano, soberano da Turíngia. Hermano se orientava pela profecia e desejava assegurar um matrimônio feliz para seu filho.

Dada a sua vida simples, piedosa e desligada das pompas da corte, concluíram que a menina não seria companheira para Luis. E a perseguiam e maltratavam, dentro e fora do palácio.

Luis, porém, era um cristão da fibra do pai. Logo percebeu o grande valor de Isabel. Não se impressionava com a pressão dos príncipes e tratou de casar-se quanto antes. O que aconteceu em 1221.

A Santa não recuava diante de nenhuma obra de caridade, por mais penosas que fossem as situações, e isso em grau heróico! Certa vez, Luis a surpreendeu com o avental repleto de alimentos para os pobres. Ela tentou esconder... Mas ele, delicadamente, insistiu e... milagre! Viu somente rosas brancas e vermelhas, em pleno inverno. Feliz, guardou uma delas.

Sua vida de soberana não era fácil e freqüentemente tinha que acompanhar o marido em longas e duras cavalgadas. Além disso, os filhos, Hermano, de 1222; Sofia, de 1224 e Gertrudes, de 1227.

Estava grávida de Gertrudes, quando descobriu que o duque Luis se comprometera com o Imperador Frederico II a seguir para a guerra das Cruzadas para libertar Jerusalém. Nova renúncia duríssima! E mais: antes mesmo de sair da Itália, o duque morre de febre, em 1227! Ela recebe a notícia ao dar à luz a menina.

Quando Luis ainda vivia, ele e Isabel receberam em Eisenach alguns dos primeiros franciscanos a chegar na Alemanha por ordem do próprio São Francisco. Foi-lhes dado um conventinho. Assim, a Santa passou a conhecer o Poverello de Assis e este a ter freqüentes notícias dela. Tornou-se mesmo membro da Familia Franciscana, ingressando na Ordem Terceira que Francisco fundara para leigos solteiros e casados. Era, pois, mais que amiga dos frades. Chegou a receber de presente o manto do próprio São Francisco!

Morto o marido, os cunhados tramaram cruéis calúnias contra ela e a expulsaram do castelo de Wartburgo. E de tal forma apavoraram os habitantes da região, que ninguém teve coragem de acolher a pobre, com os pequeninos, em pleno inverno. Duas servas fiéis a acompanharam, Isentrudes e Guda.

De volta ao Palácio quando chegaram os restos mortais de Luís, Isabel passou a morar no castelo, mas vestida simplesmente e de preto, totalmente afastada das festas da corte. Com toda naturalidade, voltou a dedicar-se aos pobres. Todavia, Lá dentro dela o Senhor a chamava para doar-se ainda mais. Mandou construir um conventinho para os franciscanos em Marburgo e lá foi morar com suas servas fiéis. Compreendeu que tinha de resguardar os direitos dos filhos. Com grande dor, confiou os dois mais velhos para a vida da corte. Hermano era o herdeiro legitimo de Luis. A mais novinha foi entregue a um Mosteiro de Contemplativas, e acabou sendo Santa Gertrudes! Assim, livre de tudo e de todos, Isabel e suas companheiras professaram publicamente na Ordem Franciscana Secular e, revestidas de grosseira veste, passaram a viver em comunidade religiosa. O rei André mandou chamá-las, mas ela respondeu que estava de fato feliz. Por ordem do confessor, conservou alguma renda, toda revertida para os pobres e sofredores.

Construiu abrigo para as crianças órfãs, sobretudo defeituosas, como também hospícios para os mais pobres e abandonados. Naquele meio, ela se sentia de fato rainha, mãe, irmã. Isso no mais puro amor a Cristo. No atendimento aos pobres, procurava ser criteriosa. Houve época, ainda no palácio, em que preferia distribuir alimentos para 900 pobres diariamente, em vez de dar-lhes maior quantia mensalmente. É que eles não sabiam administrar. Recomendava sempre que trabalhassem e procurava criar condições para isso. Esforçava-se para que despertassem para a dignidade pessoal, como convém a cristãos. E são inúmeros os seus milagres em favor dos pobres!

De há muito que Isabel, repleta de Deus, era mais do céu do que da terra. A oração a arrebatava cada vez mais. Suas servas atestam que, nos últimos meses de vida, frequentemente uma luz celestial a envolvia. Assim chegou serena e plena de esperança à hora decisiva da passagem para o Pai. Recebeu com grande piedade os sacramentos dos enfermos. Quando seu confessor lhe perguntou se tinha algo a dispor sobre herança, respondeu tranqüila: "Minha herança é Jesus Cristo !" E assim nasceu para o céu! Era 17 de novembro de 1231.

Sete anos depois, o Papa Gregório IX, de acordo com o Conselho dos Cardeais, canonizou solenemente Isabel. Foi em Perusa, no mesmo lugar da canonização de São Francisco, a 26 de maio de 1235, Pentecostes. Mais tarde foi declarada Padroeira das Irmãs da Ordem Franciscana Secular.

FREI CARMELO SURIAN, O.F.M.

Santa Isabel da Hungria -Papa Bento XVI

Testemunho de caridade de Santa Isabel da Hungria

O testemunho de caridade da jovem Santa Isabel da Hungria mantém toda sua atualidade para seus compatriotas, para os europeus e para os fiéis do mundo inteiro, reconhece o Papa.

As celebrações especiais pelo VIII centenário do nascimento dessa grande figura da Igreja universal deram ocasião a Bento XVI para relançá-la, em uma carta enviada por esta ocasião ao cardeal Peter Erdo -- arcebispo de Estergom-Budapeste --, primaz da Hungria e presidente do Conselho das Conferências Episcopais da Europa.

Para o Papa, as festas por este centenário -- às quais se une espiritualmente -- serão uma oportunidade «para propor a todo o Povo de Deus, e especialmente à Europa, o esplêndido testemunho dessa santa «européia», cuja fama ultrapassou os confins de sua pátria, envolvendo muitíssimas pessoas também não cristãs em todo o continente».

Nascida em 1207 na nova Hungria cristã, Isabel fez seu o programa de Jesus Cristo, Filho de Deus que, fazendo-se homem -- aponta o Papa -- «se despojou de si mesmo assumindo a condição de servo» (Flp 2,7); com a ajuda de «ótimos mestres», «seguiu os passos de São Francisco de Assis, propondo-se como pessoal e último objetivo conformar sua existência à de Cristo».

Chamada ao matrimônio com o príncipe Luis VI da Turíngia, Isabel «não cessou de dedicar-se à atenção dos pobres, em quem reconhecia o semblante do Divino Mestre», recorda Bento XVI.

Ela viveu de tal forma que «soube unir os dotes de esposa e mãe exemplar -- afirma o Papa -- ao serviço das virtudes evangélicas, aprendidas na escola do santo de Assis»; «revelou-se verdadeira filha da Igreja, oferecendo um testemunho concreto, visível e significativo da caridade de Cristo».

São inúmeras as pessoas que, ao longo dos séculos, «seguiram seu exemplo, contemplando-a como um modelo de virtudes cristãs, vividas de maneira radical no matrimônio, na família e também na viuvez», constata o Santo Padre em sua carta, difundida no sábado -- em italiano, húngaro e alemão -- pela Sala de Informação da Santa Sé.

Em Santa Isabel da Hungria -- falecida aos 24 anos -- também «se inspiraram personalidades políticas, tirando de sua figura impulso para trabalhar na reconciliação dos povos», sublinha Bento XVI.

Em 17 de novembro passado, teve início, em Roma, o ano internacional dedicado a Isabel da Hungria, uma iniciativa -- reconhece o Santo Padre -- «que está dando novos estímulos para compreender melhor a espiritualidade» da santa «que recorda ainda hoje a seus compatriotas e aos habitantes do continente europeu a importância dos valores imperecíveis do Evangelho».

O Papa confia em que o conhecimento mais profundo da personalidade e obra de Santa Isabel da Hungria e Turíngia «ajude a redescobrir cada vez com consciência mais viva as raízes cristãs da Hungria e da própria Europa, impulsionando os responsáveis a desenvolver de forma harmônica e respeitosa o diálogo entre Igreja e sociedade civil, para construir um mundo realmente livre e solidário».

O Santo Padre expressa igualmente seu desejo de que este ano internacional constitua «para húngaros, alemães e para todos os europeus uma ocasião propícia para evidenciar a herança cristã recebida de seus pais», para continuar «tirando daquelas raízes a seiva necessária para uma frutificação abundante no novo milênio, há pouco iniciado».

Papa Bento XVI

Noticias da Fraternidade

Mais uma vez, aconteceu no salão paroquial de Abaeté, reunião da Fraternidade João XXIII, na noite do dia 16 de novembro de 2009, com nossa ministra Perpétua presidindo os trabalhos. A reunião teve na pauta principal, a cerimônia de ordenação presbiteral, pela imposição das mãos de Dom Dario Campos OFM, bispo diocesano de Leopoldina, de nosso querido irmão Frei Geraldo Antônio Barbosa.

Desde a adolescência, Frei Geraldo foi sempre muito atuante em nossa comunidade, como catequista, coordenador do EAC, e membro de mini-jufra e jufra.

Sua ordenação será celebrada no próximo dia 29 de novembro, na igreja matriz de Nossa Senhora do Rosário de Pompéia, em Belo Horizonte. No dia 05 de dezembro, teremos o privilégio de com ele celebramos sua primeira missa em sua terra natal.

Com muita satisfação e alegria, parabenizamos nosso irmão Frei Geraldo e desejamos que Deus continue o Abençoando, e que Francisco e Clara que sempre estiveram de forma marcante em sua vida, sigam caminhando com ele em busca da perfeita alegria.

Abraço Fraterno

PAZ E BEM!

16 de novembro de 2009

E surgiu Francisco....


Diante de um mundo onde as pessoas preocupam-se mais com o ter do que com o ser. Onde cada um se preocupa em viver uma vida melhor materialmente. Onde se exclui, a fim de se sentir bem, pois "O que os olhos não vêem o coração não sente."
Numa sociedade onde as guerras fazem milhares de vítimas. Onde as pessoas religiosas são intolerantes. Onde a religião é sinal de opressão.
Em uma sociedade onde os homens perderam seus valores e a sociedade está desorganizada.
Em um lugar onde a doença mata milhares de seres.
Em um lugar onde milhares de pessoas morrem de fome.
Em um mundo onde as Igrejas são ostentativas e levam as pessoas cada vez mais distante da vida de Nosso Senhor.
Em um lugar assim entre os anos de 1181/1182, nasceu João Batista. O Filho de comerciante e futuro cavaleiro, que trocou um mundo onde não conseguia ser feliz pela felicidade eterna ao lado de Cristo.
Francisco viu a Luz!
Francisco sentiu o Amor!
Francisco apaixonou-se por coisas que os homens de seu tempo não se apaixonaram. Observou coisas que eles não viram. E valorizou o que não valorizaram.
Hoje, precisamos que mais homens como ele surjam na sociedade. Pessoas que levem as Palavras vibrantes do Evangelho aos irmãos sem ligar com nada que esteja em volta.

"Vem Francisco de Assis faz teu povo ser feliz"!!

Louvado sejas Nosso Senhor Jesus Cristo.
Para sempre Seja Louvado!!

Jefferson Machado, OFS

12 de novembro de 2009

Palavras de Fé

São verdadeiramente limpos de coração os que desprezam as coisas terrenas, buscam as celestiais e não deixam de adorar e ver sempre o Senhor Deus vivo e verdadeiro, com coração e alma limpa. (ADm 16)

10 de novembro de 2009

Notícias da Fraternidade

No último dia 09 de novembro, foi realizada, em nossa sala no salão paroquial de Abaeté, mais uma reunião da Ordem Franciscana Secular, Fraternidade João XXIII, que foi presidida pela nossa querida ministra Perpétua. Os trabalhos foram se deu com a oração do Oficio Franciscano Meditado. Logo após, foi feita a leitura da ata da reunião anterior.

Durante a reunião, os principais assuntos tratados em nossa fraternidade foram: o trabalho de nossa fraternidade perante nossa comunidade, a nossa participação na liturgia das terças-feiras (dia em que somos responsáveis pela tal), e, na pauta principal, O Capítulo Ordinário de Avaliação, que se realizará nos dias 20, 21 e 22 de novembro, na casa Santíssima trindade em Belo Horizonte, com o tema, “Formando um coração Franciscano”.

Juntos também, celebramos o 82º aniversário de nosso irmão Pedro Trajano, o Piduca. Recebemos ainda o convite especial para a comemoração de 70 anos de nossa irmã Lêda. Que acontecerá no dia 12 de novembro.

Por hora, caríssimos irmãos e irmãs, encerramos nosso breve informativo desejando que o Espírito Santo de Deus desça sobre cada um de nós.


Abraço Fraterno



PAZ E BEM!

Palavras de Fé

"É a probreza que no tem constituído herdeiros e reis do Reino dos Céus
e não as falsas riquezas."

**S.Francisco de Assis

9 de novembro de 2009

OS MUROS DE NOSSO TEMPO

Em um dia como o de hoje, nas terras do velho continente, os olhares de todo planeta se voltavam para a festa de um povo que agora poderia se chamar de uma nação. Há vinte anos, alemães orientais e alemães ocidentais passavam a se denominar unicamente, “Alemães”. Era a queda do Muro de Berlim. O marco de concreto ruiu, mas nos dias de hoje outras barreiras continuam de pé, se erguendo, e muitas vezes não notamos (ou fingimos não notar).
O objeto da reflexão que faço, na verdade são os muros invisíveis que ainda existem. Ao longo da história, os homens vêm construindo, através de suas atitudes, vários muros e barreiras. O primeiro muro manteve Adão e Eva fora do paraíso. Um muro erguido com as pedras pecado. E o pecado é até hoje matéria prima para a construção de novos muros que se apresentam com vários nomes, como o muro do medo, da indiferença, do preconceito, da inveja, da ganância, dos interesses pessoais e outros.
Mas o pior dos muros do nosso tempo é o muro da intolerância. Seja ela racial, social, sexual, cultural, ambiental, política ou religiosa. Em um mundo onde a palavra da moda é “globalização”, é inadmissível crer que tantos muros ainda sejam levantados. Não podemos aceitar que homens sejam “cercados e isolados”, por causa da cor de pele, da opção sexual, da classe econômica, da religião ou de qualquer outro meio de preconceito.
Há também uma intolerância que os líderes das grandes nações capitalistas querem manter veladas, como a que está causando a lenta morte do nosso planeta, destruindo o meio ambiente, provocando o aumento do aquecimento global e já começando a trazer consequências, algumas catastróficas, para nosso mundo.
Existem muros que nos mesmos criamos entre nós, nas relações de trabalho, em casa, na sociedade como um todo, quando nos isolamos para pensar nas coisas e nos esquecemos de pensar nas pessoas. Esses muros que agora erguemos, tem nos afastado da presença de Deus. Se as barreiras físicas como o Muro de Berlim estão desabando, ainda temos muito que fazer para derrubar os muros invisíveis de nosso tempo.
É hora de destruirmos barreiras , e a exemplo de São Francisco que foi em busca dos sarracenos, devemos construir pontes que possam unir todos os povos, transformando a Terra em um mundo verdadeiramente cristão.
Comecemos agora mesmo a construir nossas pontes, com as pedras da caridade, do perdão, da tolerância, da fé, da solidariedade, da paz, da misericórdia, e, sobretudo, “do Amor”.

Abraço Fraterno

PAZ E BEM!

Clay Regazzoni

8 de novembro de 2009

Palavras de Fé

"Não sou um guerreiro que combateu com armas terrestres, mas com a espada do Espírito que é a palavra de Deus".

**Santa Terezinha do Menino Jesus

7 de novembro de 2009

Palavras de Fé

O Pai quer que todos nos salvemos por Ele e O recebamos com coração puro e com nosso corpo casto.

(2CtFi, 14)

6 de novembro de 2009

Palavras de Fé

“Nada me consola a não ser meditar a Paixão de nosso Senhor Jesus Cristo”.

São Francisco de Assis

Que luzes o jovem de Assis reflete para os jovens de hoje



Num mundo consumista e descartável, um verdadeiro shopping center de modas e manias, efêmero em gosto e costumes, Francisco de Assis é um personagem cristão e santo que faz comemorar, neste ano de 2009, oito séculos de aprovação de sua Forma de Vida. São 800 anos da garantia de um encontro leve e simples da experiência franciscana com os sonhos secretos de uma época de ontem e de hoje, que aspira viver um humanismo e fé com muita coerência; são 800 anos de presença sempre nova da Boa Nova e não um “shoptime” de histeria de novidades. Após oito séculos continua sendo um fato novo!

Num mundo que exclui a partir do status social, da opção sexual, do credo, e cada vez mais vai se fechando em condomínios; Francisco de Assis realiza a inclusão e não a exclusão. No seu tempo acata valores e vivências de leprosos, hereges, camponeses, muçulmanos, pobres, jovens, mulheres, capela em ruína e abre as portas da sua fraternidade para todos; nobres, plebeus, leigos, casais, letrados, cavaleiros e gente da terra, e vai viver pelas estradas do mundo. Compreendeu a história dos vencedores, todavia deu voz ao silêncio dos vencidos.

Sem ranço de panteísmo, ele vê a graça e a providência divina em todos os seres, convocando-nos para o sensível e o natural, sem o uso das coisas mas à convivência com elas. É o santo das aves, dos vermes, dos peixes, das plantas, do lobo, das pedras, dos bosques, da ecologia, enfim uma eterna primavera da vida! É o personagem da alegria, da jovialidade, da felicidade dos realizados; ele é a abertura otimista de todas as ações em oposição ao depressivo fechamento pessimista dos que nada fazem e só reclamam. É a força interior contra a anemia espiritual.

Em vez de currículo exuberante e técnico ele revela que da simplicidade e do concreto pode fazer nascer um competente modo de conceber e melhorar a vida. Ele não é barulhento como um hard-rock, mas lírico como um festival de música popular. Não fala muito como um midiático pregador, mas é a própria Bíblia vivente, uma encarnação do Evangelho. Na sua cidade de Assis, crentes de tantas religiões, vão reverenciá-lo, à procura de uma fonte interior, e lá não se sentem ofendidos e nem prosélitos. Sua fala de Paz e Bem, seu modo de vida solidário ensina que a única causa que pode unir toda a humanidade é a diminuição do sofrimento humano. Ele não precisa ser admirado como um ganhador do Oscar, porém precisa ser compreendido em nossas academias, escolas e famílias.

Foi um penitente e não um fanático por jejuns. Um homem light, diet, magro e despojado, não porque fez uso exagerado de drogas endócrinas, mas porque comeu o que o povo come na mesa dos comuns. Vestiu roupa confortável da estética dos livres e não dos prisioneiros das grifes e etiquetas. Ele é um herói que se bateu pela fé e pelos fracos, deste heroísmo que não faz um ato heróico de um dia, mas permanece no meio de todos como um serviço persistente. Este jovem de Assis é tão bom e atual que sua vida é uma Legenda.

Este texto foi publicado na Agenda 2009 do Grupo das Escolas Franciscanas de São Paulo
Frei Vitório Mazzuco

3 de novembro de 2009

Palavras de Fé

“Francisco teve a sensibilidade de descobrir a face do Cristo Sofredor nos conflitos sociais, nos leprosos e nos marginalizados. Vê no Cristo Crucificado o servo perfeito que aceita viver, sofrer e morrer para nos salvar”.

Frei Atílio Abati